
Vitor Ramil
2 discos · 1984 a 2004
Biografia
Iniciou carreira artística ainda adolescente, no começo dos anos 80. Gravou, aos dezoito anos de idade, seu primeiro disco “Estrela, Estrela”, do qual participaram músicos e arranjadores que voltaria a encontrar em trabalhos futuros, como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luis Avellar. Do disco, também participaram as cantoras Tetê Espíndola e Zizi Possi, que gravou, nesse período, algumas canções de Vitor Ramil. No mesmo período, a cantora Gal Costa gravou ,”Estrela, Estrela”, no disco Fantasia. Em 1984, lançou “A paixão de V”, de concepção experimental, produzido por Kleiton e Kledir e que trazia vinte e duas canções cuja sonoridade ia da música medieval ao carnaval de rua, de orquestras completas a instrumentos de brinquedo, da eletrônica ao violão milongueiro. As letras mesclavam regionalismo, poesia provençal, surrealismo e piadas. O disco teve nova edição em 1998. Em 1987, lançou “Tango”. Nesse período, saiu de Porto Alegre para morar no Rio de Janeiro.”Tango” era uma mistura de jazz rock e tinha apenas seis faixas. Desse disco participaram músicos como Nico Assumpção, Hélio Delmiro, Márcio Montarroyos, Leo Gandelman e Carlos Bala. O disco teve nova edição em 1996.
Na passagem dos anos 1980/90, voltou ao Rio Grande do Sul, intalando-se em Pelotas, onde, a partir de um personagem que criara nesse período, em apresentações mescladas ao teatro, o Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do artista, com o qual dividia alguns espetáculos, mesclando música, poesia, humor e teatro, criou seu próprio selo, Satolep. Segundo o próprio artista, sua carreira tomou rumos definitivos naquela ocasião.Seu primeiro disco foi “Ramilonga, a estética do frio”. Na primeira metade dos anos 1990, definiu-se a música e postura do Vitor Ramil dos discos que viriam a ser gravados em seguida. Em 1995, escreveu a novela “Pequod”, ficção criada a partir de passagens de sua infância, de sua relação com o pai e de suas andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. A partir do lançamento deste primeiro livro, que obteve repercussão junto à crítica, passou a dedicar-se duplamente: música e literatura. No mesmo ano, lançou o CD homônimo, que tinha milongas e poemas de João da Cunha Vargas e Juca Ruivo, poetas tradicinais gaúchos que ele musicou e que vendeu cerca de 15 mil cópias. No mesmo periodo aconteceu a gravação do CD À Beça, que saiu apenas como edição especial, em tiragem limitada, por uma revista de música de Porto Alegre, este disco representou seu primeiro esforço de realizar algo a partir das idéias da estética do frio. Ainda em 1997, lançou o CD “Ramilonga- A Estética do Frio”, no qual estabelece as sete cidades da milonga (ritmo comum ao Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina): Rigor, Profundidade, Clareza, Concisão, Pureza, Leveza e Melancolia. Através delas a poesia de onze “ramilongas” percorre o imaginário regional gaúcho, mesclando o linguajar gauchesco do homem do campo à fala coloquial dos centros urbanos. No disco, o canto forte gauchesco toma feitios de uma expressividade sofisticada e suave, utilizando instrumentos, como os indianos e africanos, nunca antes reunidos neste gênero de música. Em 1998, saiu um CD também com gravações inéditas, regravações e remixagens.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
Equipe
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