Túlio Piva

1 disco · 2005 a 2005

Biografia

Filho de imigrantes italianos da cidade de Verona, nasceu em uma cidade gaúcha da fronteira com a Argentina e cresceu ouvindo tangos. Aos 13 anos, começou a tocar flauta, dando seqüência ao aprendizado musical iniciado com uma gaita de boca. Aos 15, começou a tocar violão. Casou-se em 1940, e no mesmo ano transferiu-se para Porto Alegre, onde abriu uma drogaria.

Destacou-se por seu estilo único de dedilhar o violão, sendo um dos pioneiros em desenvolver um samba com sotaque gaúcho misturando suas influências fronteiriças com o tango e o samba carioca. Em 1940, fez sua primeira composição, o samba “Tem que ter mulata”, que foi gravada em 1955 pelo conjunto Norberto Baldauf. Em 1942, “Tem que ter mulata”, que foi rejeitada num dos inúmeros concursos da Rádio Nacional, acabaria por se tornar um de seus maiores sucessos. Em 1956, o Conjunto Farroupilha gravou de o samba “Tem que ser mulata”, um de seus maiores êxitos que teve inclusive gravações na Rússia, Estados Unidos e Venezuela. Em 1961, teve dois sambas gravados por Caco Velho e Seu Conjunto na gravadora Copacabana: “Tem que ter mulata” e “A voz do sangue”. Em 1963, seu samba “Três amigos”, foi gravado por Breno Sauer no LP “Sambabessa – Breno Sauer Quinteto” da gravadora RGE. Em 1968, foi vencedor do 2º Festival Sul-Brasileiro da Canção Popular, com o samba “Pandeiro de prata”, que se tornou um sucesso nacional. No mesmo ano, “Pandeiro de prata” foi classificado para as finais do I Festival Nacional de Música Popular Brasileira realizado no Rio de Janeiro. Em 1973, vendeu a drogaria para se dedicar inteiramente à música. De 1975 a 1983, foi proprietário da casa noturna Gente da Noite, onde se apresentava diariamente. Em 1975, lançou pela gravadora Continental o LP “Túlio Piva” com doze composições de sua autoria: “Tem que ter mulata”, “Endereço do samba”, “Sonho de sambista”, “Pandeiro de prata”, “Velhos amores”, “Foi de madrugada”, “Janela dos olhos”, “Quando chega a solidão”, “Se eu errei”, “Bonito é o samba”, “Um poeta no céu”, e “Gente da noite”. Dois anos depois, lançou pela Alvorada/Chantecler o LP “Gente da noite”, gravado juntamente com a cantora Eneida Martins. Nesse disco foram interpretados os sambas “Gente da noite”, “Destinação”, “Passarela do céu”, “Olhos da cor da noite”, “Homenagem ao cantor”, “Todo mundo diz”, “Encontro marcado”, “Algemas”, “As coisas são como são”, “Nuvem transparente”, “Morro e asfalto”, e “Mais quente que o sol”, todas de sua autoria.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Discografia

Equipe

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