
Sérgio Reis
1 disco · 1997 a 1997
Biografia
Quando adolescente trabalhou com o pai na fábrica de papelão de propriedade do avô. Os três e mais um tio de nome Henriquinho eram assíduos ouvintes do programa Na Beira da Tuia, de Tonico e Tinoco, na Rádio Nacional. Ganhou dos pais uma viola Giannini e aos 16 anos passou a cantar em programas de rádio e casas noturnas, interpretando músicas do repertório de Lucho Gatica, Trio Los Panchos, Cauby Peixoto, Pepino di Capri e Sérgio Endrigo. Em 2012, sofreu um acidente durante um show, em um festival realizado na cidade de Três Marias (MG). Sérgio caiu do palco após perder subtamente a conciência. Na ocasião, em que teve duas costelas fraturadas, ficou alguns dias internado (boa parte do tempo em CTI) em um hospital de Belo Horizonte (MG). Em 2002, já havia sofrido um acidente vascular cerebral. Em 2014, aos 74 anos, elegeu-se deputado federal, no estado de São Paulo, pelo PRB, em sua primeira eleição disputada. Na ocasião, pretendia atuar nas áreas de saúde e educação.
Em 1958, apresentou-se no programa de Enzo de Almeida Reis, transmitido pela Rádio Bandeirantes. Sua primeira apresentação na televisão foi no programa Calouros Toddy, apresentado na então TV Paulista, atual Globo, por Jaime Moreira Filho, interpretando o sucesso de Cauby Peixoto “Conceição”. Por essa época adotou o nome artístico de Johnny Johnson, formando um trio com Márcio e Ronaldo, que mais tarde formariam o conjunto “Os Vips”, e que naquela ocasião adotaram os nomes artísticos de Jet Williams e Ronald Red. Ainda em 1958 foi levado por Enzo de Almeida Passos para a Chantecler, sendo apresentado ao produtor Palmeira, que, entretanto, estando à procura de um cantor de boleros, não gostou muito do pseudônimo usado por Sérgio e resolveu trocá-lo, acrescentando o Reis do sobrenome materno ao seu primeiro nome. Em 1961, gravou seu primeiro disco, um 78 rpm com o bolero “Enganadora”, de Umberto Silva, Luiz Mergulhão e Souza Lima, e o rock balada “Será”, de Valdemar Espínola Garcia. O disco não obteve maiores repercussões e, no ano seguinte, gravou ainda pela Chantecler o rock “Lana”, de Roy Orbison e Joe Melsen, em versão de Carlos Alberto, e o calipso “Porque sou bobo assim”, de Keller, Hunter, Osvaldo Scaldelay e Jair Fernandes. Em 1967, foi levado pelo produtor Tony Campelo que procurava novos compositores, para um teste na Odeon. Passou no teste e gravou um compacto acompanhado pelo conjunto Jet Blacks, com quatro composições suas: “Coração de papel”, “Nuvem branquinha”, “Fim de sonho” e “Qual a razão”. A música “Coração de papel “tornou-se um grande sucesso, levando-o a apresentar-se na TV Record nos programas da Jovem Guarda. No mesmo ano recebeu o Troféu “Chico Viola” por “Coração de papel”. No ano seguinte, gravou “Anjo Triste”, que, entretanto, não obteve grande repercussão. Em 1972, retornou às paradas de sucesso com a gravação de “O menino da gaita”, versão de sua autoria para a composição do espanhol radicado nos Estados Unidos, Fernando Arbex. Com a música em primeiro lugar, apresentou-se no programa Globo de Ouro da TV Globo. Em 1973, ao fazer um show na cidade mineira de Tupaciguara, observou que, ao terminar de se apresentar, um conjunto local subiu ao palco e tocou “O menino da porteira”, de Teddy Vieira e Luisinho, que animou vivamente a platéia. No show seguinte, incluiu em seu repertório “O menino da porteira” e “João de Barro”, de Teddy Vieira e Cesar Cury, que acabou tendo que ser bisada por quatro vezes. Em 1973, gravou “O menino da porteira”, que se tornou um enorme sucesso na sua voz. A partir de então passou a se dedicar ao repertório sertanejo. Ainda no mesmo ano sua composição “Eu sei que vai chegar a hora” obteve grande sucesso no México, na Argentina e no Peru. Em 1974 gravou com sucesso “João de Barro”. No ano seguinte, lançou um disco que reunia diversos clássicos da música sertaneja, “Saudade da minha terra”, que, além da música título, de Goiá e Belmonte, trazia ainda, entre outras, “Coração de luto”, de Teixeirinha, “Mágoa de boiadeiro”, de Nonô Basílio e Índio Vago, “Pingo dágua”, de João Pacífico e Raul Torres, “Chalana”, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e “Rio de lágrimas”, de Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Piraci. Com o LP “Saudades de minha terra”, recebeu Disco de Ouro. Em 1976, participou do filme “Menino da porteira”, com direção de Jeremias Moreira Filho, que bateu recordes de audiência, sendo que a trilha sonora, lançada no ano seguinte, lhe rendeu mais um Disco de Ouro.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
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