Roberto Silva
6 discos · 1958 a 2002
Biografia
Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana. Filho do chapeleiro italiano Gilisberto Napoleão com a carioca Belarmina Adolfo. Aos seis anos de idade o pai mudou-se com a família para o subúrbio de Inhaúma. A mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Mas como gostava de cantar, não aprofundou estudos em nenhum dos instrumentos. Freqüentava as festinhas da vizinhança, cantando músicas de Pixinguinha, Benedito Lacerda e principalmente dos cantores da época, como Sílvio Caldas, Orlando Silva, de quem teria muita influência no estilo de cantar e Francisco Alves. Aos 12 anos começou a trabalhar numa marmoraria na Rua do Matoso, depois aprendeu e exerceu outras profissões, como lustrador de móveis e mecânico. Em 1936, foi trabalhar no Departamento de Correios e Telégrafos. Faleceu no Hospital Salgado Filho, no Méier, Rio de Janeiro, aos 92 anos de idade. Ficou conhecido como “O Príncipe do samba”. As primeiras homenagens públicas que foram prestadas foram feitas pelo Instituto Cultural Cravo Albin na Rádio Roquete Pinto e pelo Instituto Moreira Salles no lançamento do projeto “Monarco e Nelson Sargento cantam a polêmica Noel Rosa e Wilson Batista”.
No final da década de 1930, começou a freqüentar programas de auditório como o de Celso Guimarães, Renato Murce, Henrique Batista, Barbosa Jr., além do programa de Ary Barroso, o mais famoso e exigente da época. Em 1938, estreou no programa “Canta mocidade”, da Rádio Guanabara, onde trabalhou até 1940. No ano de 1943, após fazer um teste na Rádio Mauá, cantando “Risoleta”, de Raul Marques e Moacyr Bernardino, e a valsa “Neusa” de Antonio Caldas e Celso Figueiredo, foi contratado e permaneceu na emissora até 1946. Ali participou de vários programas, entre eles “Trabalhadores cantando”. Nesse mesmo ano, gravou pela Continental seu primeiro disco, custeado pelos autores das músicas, os sambas “Ele é esquisito”, de Walter Rodrigues, e “O errado sou eu”, de Djalma Mafra. Ainda nesse mesmo ano, ingressou na Rádio Nacional, levado por Evaldo Rui e Haroldo Barbosa, onde permaneceu por um ano. Na década de 1940, foi convidado por Paulo Gracindo a fazer parte do elenco da Rádio Tupi, na qual o locutor oficial; Carlos José, o batizou de “O príncipe do samba”.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
1958
1969
2002Equipe
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