Pena Branca

4 discos · 1990 a 2001

Biografia

Nascido em Arraial de Castelo dos Peixotos, ou Cruzeiro dos Peixotos, região de Uberlândiano, no inteior mineiro, mudou para São Paulo nos anos 1970. Faleceu aos 70 anos de idade no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo, vitimado por insuficiência respiratória.

Iniciou a carreira artística em 1961 formando dupla com o irmão Xavantinho. A dupla Pena Banca e Xavantinho atuou com bastante sucesso por 40 anos, até a morte de Xavantinho em 1999. A partir de então, Pena Branca seguiu carreira solo. Em 2000 lançou o primeiro CD solo, “Semente caipira”, no qual interpreta, três composições de sua autoria, o rasta-pé “Papo furado”, a toada “Casa amarela”, a moda de viola “Rio abaixo vou viver”, além da primeira faixa, em homenagem ao irmão Xavantinho. Aparecem também “São Gonçalo do Rio Preto”, de Tavinho Moura, “Aliança”, de Juraildes da Cruz e Genésio Tocantins, “Maringá”, de Joubert de Carvalho , “As mocinhas da cidade”, de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela e “Correnteza”, de Antônio Carlos Jobim, entre outras. “Semente caipira” recebeu o Gramy Latino como o melhor álbum de música sertaneja. Também em 2000, participou do CD “Reinado” do violeiro Chico Lobo, interpretando a música “Tropa”. Ainda no mesmo ano, fez uma turnê por diversas cidades brasileiras, com Chico Lobo, apresentando o show “Encontro de Raízes”. O show alcançou tanto sucesso que, recebeu solicitação em diversas cidades nos três anos subsequentes, e projeto da Kuarup de lançamento de um CD de registro. Em 2002 lançou seu segundo CD solo, “Pena Branca canta Xavantinho”, homenageando o irmão e ex parceiro. Nesse disco, gravou em dueto com Renato Teixeira as músicas “Zé Granfino”, de Xavantinho e “Farra do peão”, de Xavantinho, Almir Sater e Renato Teixeira. O disco contou ainda com as participações de Chico Lobo, Xangai, do clarinetista Paulo Sérgio Santos, do flautista Nivaldo Ornellas, do violinista Gilvan de Oliveira e do percussionista Sérgio Silva. O disco foi indicado para o Prêmio Tim 2003, antigo Prêmio Sharp, tendo Pena Branca, nesse mesmo ano, sido indicado para esse Prêmio na categoria de melhor cantor de música regional. Alceu Valença, que recebeu a premiação, declararia em entrevista à Clique music: “Eu fico ao lado de Pena Branca, por exemplo, que é uma coisa bem mais pura do que a que eu faço”; Ainda no mesmo ano, apresentou-se no Rio de Janeiro, no Canecão e no Teatro da UFF, em shows em comemoração aos 25 anos da gravadora Kuarup, ao lado de estrelas como Renato Teixeira, Chico Lobo, Osvaldinho do Acordeom, Sivuca e Shangai, antre outros. Também no mesmo ano, participou do CD “Cantoria brasileira” comemorativo dos 25 anos da gravadora Kuarup, interpretando as músicas “Luar do sertão” (João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense), junto com Elomar, Xangai, Teca Calazans, Chico Lobo e Renato Teixeira, “Tropa” (Chico Lobo), junto com Chico Lobo, “Romaria” (Renato Teixeira), junto com Renato Teixeira, “Canoeiro” (Tradicional), junto com Chico Lobo, Renato Teixeira, Elomar, Xangai e Teca Calazans, e “Vida de viajante” (Luiz Gonzaga e Hervé Cordovil), junto com Chico Lobo, Renato Teixeira, Elomar, Xangai e Teca Calazans. Em 2003, apresentou-se no encerramento da noite de espetáculos musicais na VI Feira e Festival Internacional da cachaça, a Expo – Cachaça – 2003, que foi palco do lançamento da revista “Viola Caipira”. No evento, apresentou-se em solo e também acompanhado de Chico Lobo e a Orquestra Minas e Viola. Nesse ano também fez show em Uberlândia com o Grupo Mano Véio.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Discografia

Equipe

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