Muraro
1 disco
Biografia
Instrumentista. Pianista. Compositor. Nascido no bairro de La Plata, perto de Buenos Aires na Argentina, chegou ao Brasil em 1932, e logo se apaixonou pelo país.
Ao longo de décadas a fio, percorreu o Brasil de Santana do Livramento a Manaus tocando seu piano. Excursionou em seguida por Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Itália tocando música brasileira. No Rio de Janeiro, atuou nas Rádios Mayrink Veiga, Nacional e Globo. Foi diretor da Rádio Nacional durante 18 anos tendo ajudado a projetar nomes como Dircinha Batista, Cyro Monteiro, Carlos Galhardo, Nélson Gonçalves, Olivinha Carvalho, Leonora Amar, Carmen Miranda, Aurora Miranda, Joel e Gaúcho, e Barbosa Júnior. Durante o tempo em que atuou na Rádio Nacional, fez um rodízio atuando também na Rádio Farroupilha de Porto Alegre e na Rádio Record de São Paulo. Tocou na Rádio Globo durante 6 anos. Em 1935, acompanhou ao piano a cantora Carmen Miranda na música “Primavera no Rio”, de João de Barro, número final do filme “Alô, alô, Brasil!”, com direção de Wallace Downey, e roteiro de João de Barro e Alberto Ribeiro. No mesmo ano, fez com Osvaldo Santiago o fox-canção “Céu na terra” que foi gravado por Moacir Bueno Rocha na Odeon. Em 1936, participou do filme “Alô, alô, carnaval”, com direção de Adhemar Gonzaga interpretando ao piano a música “Maria acorda que é dia”, de João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1938, fez com João de Barro e Alberto Ribeiro, a marcha “Barquinho pequenino” gravada na Odeon por Almirante. Nesse período, foi contratado pela gravadora Victor na qual lançou seu primeiro disco interpretando ao piano, em ritmo de fox, os sambas “O homem sem a mulher não vale nada”, de Arlindo Marques Junior e Roberto Roberti, e Meu consolo é você”, de Nássara e Roberto Martins. Ainda nesse ano, gravou em ritmo de fox a marcha “A jardineira”, de Benedito Lacerda e Humberto Porto, a modinha “Casinha pequenina”, de motivo popular com arranjos seus, e os sambas “Camisa amarela”, de Ary Barroso, e “É bom parar”, de Rubens Soares. Em 1940, lançou os fox “Eu não sei”, de Osvaldo Cossenza e Marques da Gama, e “Noites sem lua”, de Donga e David Nasser, e o tango-brasileiro “Carioca” e a valsa “Expansiva”, ambas de Ernesto Nazareth. Em 1941, sempre em ritmo de fox, gravou o choro “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro, o samba-canção “Um beijo na boca”, de Ciro de Souza e Augusto Garcez, e o samba “O bonde de São Januário”, de Ataulfo Alves e Wilson Batista. Em 1944, foi contratado pela gravadora Continental e no mesmo ano gravou o choro “Zangado” e o fox-trot “Meu tempo de criança”, de sua autoria, e em ritmo de fox “Melodias de Schubert”. No ano seguinte, também em ritmo de fox, registrou as composições “Frasquita” e “Viúva alegre”, de Franz Lehar. Em 1948, gravou as marchas “A mulata é a tal” e “Tem gato na tuba”, da dupla João de Barro e Alberto Ribeiro, e o samba “É com esse que eu vou”, de Pedro Caetano, em ritmo de fox, e o samba “Só pra chatear”, de Príncipe Pretinho, em ritmo de tango. Nessa altura, pelo sucesso de suas gravações em ritmo de fox passou a ser conhecido como “O Rei do fox”. Em 1950, assinou contrato com a gravadora Odeon, e em seu primeiro disco, gravou ao piano acompanhado de grande orquestra o samba “Linda flor”, de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, e o choro “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. No mesmo ano, gravou os choros “Flor do abacate”, Álvaro Sandim, “Ciganos do Brasil”, de Carlos Brandão, e “Moto perpétuo”, de sua autoria, o baião “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e as partes I e II da sinfonia “O Guarani”, de Carlos Gomes. Em 1951, passou a gravar também no selo Elite Special lançando ao piano o “Mambo jambo”, de Perez Prado, em ritmo de baião, a coqueluche da época, e os choros “Curruira saltitante”, de Lina Pesce, “Apanhei-te cavaquinho” e “Debochando”, de Ernesto Nazareth, “Um baile em Catumbi”, de Eduardo Souto, e “Remelexo”, de Felisberto Martins. No mesmo ano, gravou pela Odeon o bolero “Cubanacan”, de M. Simons, o choro “Taratatá”, de sua autoria, o mambo “Mambo jambo”, de Perez Prado, e o choro “Portrait de Ernesto Nazareth”, de sua autoria. Ainda em 1951, atuou no programa “Um fio de melodia” na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Em 1952, gravou os choros “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, “Viajando em Portugal” e “Flanando”, de sua autoria, e “Faísca”, de Lauro Maia e Penélope. Nesse ano, lançou pela Odeon a fantasia “Fantasia espanhola”, de sua autoria, partes I e II, o samba “Chopin no samba”, de sua autoria, e “La paloma”, de S. Yradier em ritmo de samba-choro. Gravou ainda, também na Odeon, de sua autoria o mambo “Mambo de concerto”, o fox “A canção da minha avozinha”, o baião “Baiumbá” e a polca “Teu dia chegará”, além da valda “O despertar da montanha”, de Eduardo Souto, e do tema folclórico “O pássaro campana”, com arranjos seus. Em 1953, gravou o noturno “Le Lac de Come”, de Galos, e o fox-trot “O cigano”, de Marcelo Tupinambá e João do Sul.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
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