Léo Vilar

1 disco · 1963 a 1963

Biografia

Seus pais eram italianos. Nasceu na Rua da Conceição no Rio de Janeiro. Em 1920, ingressou na Escola Afonso Pena na qual fez o curso primário. Em 1925, mudou-se para o bairro do Encantado e ingressou no Colégio Pedro II e lá concluiu o curso Ginasial. Em 1930, ingressou no grupo cênico Os Filhos de Talma, no qual permaneceu por três anos. Em 1959, passou a trabalhar no Departamento Artístico da editora musical CEMBRA. Foi diretor da fábrica de discos Magissom, de São Paulo.

Em 1930, fez uma prova nos estúdios da antiga Columbia cantando “Eu dava tudo”, uma parceria sua com Nicola Bruni. Ao fim do teste, foi convidado por Valdo Abreu para cantar na Rádio Mayrink Veiga, onde estreou nessa mesma noite. Foi o próprio Valdo Abreu quem o rebatizou como Léo Vilar. Nesse programa de estréia foi acompanhado pelo maestro Kalua e cantou a mesma “Eu dava tudo” e “Meu pensamento”, de Custódio Mesquita. Foi contratado imediatamente permanecendo na Mayrink Veiga por quatro anos se apresentando acompanhado pelo pianista Aluísio Silva Araújo com quem veio a constituir uma famosa dupla e com quem ganhou um concurso instituído por “A Hora”, como a melhor dupla do rádio (as outras eram Sílvio Caldas e Nonô, Luís Barbosa e Travassos). Em 1932, foi convidado por Benedito Lacerda para ser “crooner” de seu regional, “Gente do Morro”, para substituir Moreira da Silva. Em 1933, gravou seu primeiro disco, na Colúmbia com os sambas “Foi bom”, de Benedito Lacerda e Osvaldo Silva e “Não devo amar”, de Benedito Lacerda, V. Batista e Nelson Gomes, com acompanhamento do grupo Gente do Morro, de Benedito Lacerda. Na época, cantava marcando o ritmo no seu chapéu de palha, estilo que Luís Barbosa lançara pouco antes. No mesmo ano, gravou com Arnaldo Amaral, com acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra, os sambas “Se passar da hora”, de Osvaldo Vasques e Boaventura dos Santos e “Rindo e chorando”, de Osvaldo Vasques e Buci Moreira. Também no mesmo ano, gravou em dueto com Noel Rosa o samba “Devo esquecer”, de Gilberto Martins, também com acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Discografia

Equipe

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