
Jacob do Bandolim
17 discos · 1961 a 2001
Biografia
Filho único de Francisco Gomes Bittencourt, farmacêutico, nascido em Cachoeiro de Itapemirim e de Rackel Pick, de nacionalidade russa ou polaca, com ascendência judaica. Nasceu no bairro carioca de Laranjeiras. Cursou o primário na Escola Deodoro, situada no bairro da Glória. O curso de admissão foi realizado no atual Colégio Cruzeiro, na época denominado Deutsch Schule (Escola Alemã). Posteriormente transferiu-se para a British American School (atual Colégio Anglo-Americano de Botafogo), onde cursou o 1º ginasial e o comercial completo). Em 1935, iniciou o curso de perito contador no Instituto Brasileiro de Contabilidade. Despertou para a música por volta dos 12 anos de idade, época em que tocava gaita para os colegas da escola. Seu primeiro instrumento foi um violino, que pediu à mãe ao ouvir um vizinho francês que executava o instrumento. Não se adaptando ao uso do arco, passou a tocá-lo com o auxílio de grampos de cabelo. Foi então, que uma amiga de sua mãe explicou que havia um instrumento próprio para esse tipo de execução, e assim o bandolim entrou em sua vida. Durante toda a década de 1930, se dividiu entre a música e diversos trabalhos: foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Em 1940, casou-se com Adylia Freitas com quem teve dois filhos: Helena e Sérgio Bittencourt que o homenageou no samba póstumo “Naquela mesa” (“Naquela mesa tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim”), sucesso na voz de Elizeth Cardoso.
Nos primeiros anos da década de 1930, fez algumas apresentações amadorísticas. Em 1933, apresentou-se, por insistência de amigos, no programa “Hora do amador Untisal”, na Rádio Guanabara tocando o choro “Aguenta Calunga”, de Atilio Grany. Em 1934, apresentou-se tocndo violão no programa “Horas luso-brasileiras”, na Rádio Educadora. Sua primeira grande chance ocorreu no mesmo ano, quando o flautista Benedito Lacerda o convidou a participar do “Programa dos Novos – Grande Concurso dos Novos Artistas”, da Rádio Guanabara. Solou o choro “Segura ele”, de Pixinguinha, acompanhado pelos violonistas Lentine e Luis Bittencourt, Canhoto ao cavaquinho e Russo no pandeiro. Na ocasião, Eratóstenes Frazão que dirigia o programa batizou o conjunto de “Jacob e sua Gente”. O conjunto recebeu nota máxima do júri formado por grandes nomes como Orestes Barbosa, Francisco Alves, Benedito Lacerda, Cristóvão de Alencar e Frazão, conquistando o primeiro lugar em meio a 27 concorrentes. Desde então, tomaram parte nos programas da Rádio Guanabara, revezando com o conjunto de Benedito Lacerda.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
1967
1993Equipe
Quem mais fez os discos. Clique para ver tudo que a pessoa gravou no acervo.