
Gilberto Gil
119 discos · 1967 a 2026
Biografia
Compositor. Cantor. Instrumentista. Até os nove anos de idade viveu com o pai, o médico José Gil Moreira, e a mãe, a professora primária Claudina, na cidade de Ituaçu, no interior da Bahia, para onde foi com vinte dias de nascido. De volta a Salvador, foi morar na casa de sua tia Margarida, e passou a freqüentar a Academia Regina, onde teve aulas de acordeom. Estudou o instrumento por quatro anos, tendo neste período formado o grupo Bando Alegre com colegas do colégio Nossa Senhora da Vitória, onde estudava. Mais tarde, formou também o grupo Os Desafinados. Freqüentou programas da Rádio Excelsior, onde se reuniam acordeonistas nordestinos. Lá conheceu Sivuca e Hermeto Pascoal. Em 1961, foi presenteado por sua mãe com um violão, instrumento que veio a executar com muita personalidade. Teve como influência musical as canções típicas do sertão baiano, como as cantorias dos cegos e violeiros de feiras e os dobrados tocados pelas bandinhas em festas religiosas. Os discos de Francisco Alves, Orlando Silva, Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga, transmitidos pelo serviço de alto-falantes, típicos em cidades interioranas, também faziam parte de seu universo sonoro. Mais tarde, passou a ouvir também Garoto, Johnny Alf, Lúcio Alves, além de João Gilberto, divisor de águas na vida musical de muitos dos grandes nomes da MPB: “Quando o João Gilberto apareceu, eu disse: Taí o que eu queria. E entrei na bossa nova com ele.” (Encarte do disco “Gilberto Gil”, da série “História da MPB – grandes compositores” – Abril Cultural). Paralelamente à música, prestou vestibular e ingressou no curso de Administração de Empresas. Formou-se em 1964 pela Universidade Federal da Bahia, ano em que se casou com Belina, com quem teve as filhas Nara Gil e Marília. Seu primeiro emprego foi na Alfândega, em Salvador. Logo após sua formatura, foi morar em São Paulo, onde passou a trabalhar na multinacional Gessy-Lever. Nos fins de semana cantava no Bar Bossinha, complementando seu salário com os 30 cruzeiros ganhos por noite. Foi casado ainda com Nana Caymmi e Sandra Gadelha, com quem teve os filhos Pedro Gil – que chegou a ser baterista da banda do pai, mas morreu prematuramente em acidente de automóvel no Rio de Janeiro em 1990 -, Preta e Maria. Mais tarde, casou-se com Flora, para quem dedicou a música homônima, e que lhe deu os filhos Isabela, Bem e José Gil.
Em 2016, foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar uma insuficiência renal que foi controlada.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
1967
1968
1968
1969
1971
1971
1972
1974
1975
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1977
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1978
1979
1981
1982
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1987
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2004
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2005
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2007
2007
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2008
2008
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2009
2010
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2013
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