Gastão Formenti
1 disco · 1991 a 1991
Biografia
Filho de um italiano, pintor, decorador e cantor lírico amador. Tinha um ano quando a família mudou-se para São Paulo (SP). Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura, logo depois começou a cantar, inicialmente como amador. Exerceu até a morte o ofício de pintor.
Em 1927, começou a carreira artística levado pelo escritor Gastão Penalva, se apresentou na Rádio Sociedade, onde cantou a canção “Ontem ao luar”, de Pedro de Alcântara e Catulo da Paixão Cearense. Ainda neste ano, foi contratado pela Odeon, que há pouco inaugurara no Brasil o sistema elétrico de gravação. Seu primeiro disco incluía a canção sertaneja “Anoitecer”, de motivo popular e o tango sertanejo “Cabocla apaixonada”, de Marcelo Tupinambá. Em seguida, gravou duas composições de Joubert de Carvalho: a toada canção “Canarinho” e a toada brasileira “Rolinha”. Nesses dois discos teve acompanamento de Rogério Guimarães ao violão. Também no mesmo ano, gravou o maxixe “Boca pintada” e a toada canção “Sabiá mimoso”, ambas de Joubert de Carvalho, com acompanmento de Rogério Guimarães. Em 1928, gravou de Eduardo Souto a toada “Olhos de cabocla” e a canção “Cantigas” com acompanhamento da Orquestra Rio Artists. Logo em seguida, gravou a modinha “Adeus Eulina”, de Catulo da Paixão Cearense e a canção “Nhapopé”, de motivo popular. No mesmo, fez duas gravações em dueto com Francisco Alves no maxixe “Não posso comer sem molho”, de Bonfíglio de Oliveira e no samba “Foram-se os malandros”, de Donga com acompanhamento da Orquestra Pan-American do Cassino Copacabana. Também no mesmo ano, gravou com acompanamento de Rogério Guimarães a modinha “O que tu és”, de Catulo da Paixão Cearense e Anacleto de Medeiros, a canção “Meu coração”, de motivo popular com versos de Catulo da Paixão Cearense, a toada-canção “Nhá Maria” e o tango “Eu gosto de você”, ambas de Joubert de Carvalho, e o sucesso “Sussuarana”, clássico de Hekel Tavares e Luiz Peixoto. Nesse mesmo período, paralelamente aos discos lançados na Odeon, gravou discos pela sua subsidiária, a Parlophon, sendo que o primeiro desses discos tinha a canção “Bem-te-vi”, de Sinhô e o samba “Ranchinho desfeito”, de Donga.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
Equipe
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