
Fernando César
1 disco · 2010 a 2010
Biografia
Herdou do pai, Carlos Pereira a Carlos Pereira Industrias Quimicas que produziu famosos produtos de limpeza como o sabão Platino, para o qual fez um jingle que dizia “É Platino que lava de fato, é Platino que é bom e é barato”, o sabonete Cintra Azul, a pasta Jóia para automóveis, o removedor Faísca, o sabão Farol e as velas Cristal. Seu apartamento na Rua Muçu, e depois na Rua da Selva, ambos no Alto da Boa Vista, era frequentado por artistas como Roberto Carlos, Carlos Imperial, Dóris Monteiro, Elis Regina e outros.
Foi apresentado pelo radialista Chacrinha à cantora Dóris Monteiro. O radialista muito insistiu para que ela o conhecesse. Um dia, atendendo ao pedido de Chacrinha, a cantora conheceu o compositor e adorou suas composições. Em 1954, teve uma de suas primeiras composições gravadas, o samba-canção “Foi você”, parceria com G. Bianchi, e registrada na Continental por Bill Farr. Em 1955, Dóris Monteiro gravou o samba-canção “Dó-ré-mi”, cuja letra dizia: “Você é corpo e alma, em forma de canção, você é muito mais do que, em sonho eu já vi, você é dó, re-mi-fá, e sol lá si, …”. O samba-canção foi o sucesso nas paradas deste ano. Dóris tornou-se, assim, uma de suas intérpretes favoritas. No mesmo ano, o Trio Tupi gravou seu fox trot “Amor em 3-D” e o samba “E agora José”; Vera Lúcia o samba “O amor é isso”, e Paulo Molin o samba canção “Amor de segunda mão”. No mesmo ano, Carlos Augusto gravou a valsa “Cigarro sem batom”, também gravado por cantores como Cauby Peixoto, Miltinho e Agostinho dos Santos. Ainda nesse ano, recebeu do crítico Sylvio Tulio Cardoso a menção honrosa na categoria “Melhor compositor” no concurso Globo de Ouro promovido pelo crítico através do jornal O Globo. Em 1956, conseguiu mais um êxito com o bolero “Para que recordar”, feito em parceria com Carlos César. No mesmo ano, Dóris Monteiro gravou a toada “Vento soprando” e o samba canção “Quando as folhas caírem”, com Maurício de Oliveira, e Dalva de Andrade a toada “Chuva”. Ainda no mesmo ano, Agostinho dos Santos gravou o fox- canção “Falam meus olhos”, e Carmen Déa o samba “Pra que falar”, parcerias com Nazareno de Brito. Também em 1956, Cauby Peixoto gravou o fox “Volta ao passado”, e Ellen de Lima o bolero “Vício”, que viria a se tornar o carro-chefe da cantora.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
Equipe
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