Ed Lincoln
1 disco
Biografia
Trabalhou no “Jornal do Povo” em Fortaleza como revisor e depois como redator. Depois de anos sofrendo com limitação de movimentos devido à um acidente, faleceu no Rio de Janeiro, aos 80 anos de idade, após dez dias internado. Ficou conhecido no Brasil, a partir da década de 1960, como “O Rei dos bailes”.
Em 1951, mudou-se para o Rio de Janeiro. Começou a carreira artística como contrabaixista e, depois, passou para o piano e, em seguida, para o orgão elétrico. Na década de 1950, atuou na boate Plaza, tocando baixo e piano, ao lado de Luiz Eça e Johnny Alf. Fez parte do conjunto de Dick Farney. Em 1955, formou seu próprio conjunto, e participou de sua primeira gravação, tocando contrabaixo, num trio composto ainda por Luiz Eça, ao piani, e Paulo Ney, na guitarra, no LP “Uma noite no Plaza” . No mesmo ano, gravou seu primeiro disco, interpretando “Amanhã eu vou”, de Nilo Sérgio, e “Nunca mais”, de sua autoria e Sílvio César. Entre 1955 e 1958, atuou na boate Drink, no Rio de Janeiro, no conjunto de danças dirigido por Djalma Ferreira. Ainda no final dos anos 1950, acompanhou gravações dos iniciantes Claudette Soares e Baden Powell. Em 1961, gravou os LPs “Ao teu ouvido” e “Ed Lincoln boate”, que incluiu “Saudade fez um samba”, de Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli. Nessa época, exerceu a função de diretor musical da gravadora Musidisc. Durante os anos 1960, foi um dos mais requisitados animadores de bailes. Ficaram famosas as apresentações da “Domingueira dançante” no Clube Monte Líbano. Em 1962, tocou órgão na orquestra que acompanhou o cantor Pedrinho Rodrigues no LP “Tem que balançar”, da Musidisc. Em 1963, lançou o LP “Ed Lincoln – Seu piano e seu órgão espetacular”, que tinha como destaques as músicas “Só danço samba”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; “Influência do jazz”, de Carlos Lyra; “Vamos balançar”, de Carlos Imperial, “Balansamba”, de Luiz Bandeira; “Um samba gostoso”, de sua autoria; “Pra que?”, de Silvio César; “Tristeza”, de sua autoria e Luiz Bandeira, e “Olhou pra mim”, de sua parceria com Silvio César. No mesmo ano, sefreu um grave acidente de carro que o manteve afastado das atividades artísticas por sete meses, período no qual foi substituído nos bailes por Eumir Deodato. No ano seguinte, lançou o LP “A volta”. Em suas orquestras atuaram como crooners os cantores Orlandivo, Toni Tornado, Silvio César, Emílio Santiago, Humberto Garin e Pedrinho Rodrigues. Também atuaram em seus conjuntos diversos músicos consagrados, entre os quais, Durval Ferreira, Marcio Montarroyos, Luis Alves, Wilson das Neves, Paulinho Trompete e Celinho.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
Equipe
Quem mais fez os discos. Clique para ver tudo que a pessoa gravou no acervo.