Cláudio Lacerda
2 discos · 2003 a 2006
Biografia
Criado em Minas Gerais, terra de sua família, sempre esteve ligado, por influência desta, à música regional. Começou a aprender a tocar violão aos 12 anos. Venceu o festival de música promovido Colégio Rio Branco, onde estudava, por três anos seguidos entre 1984 e 1986. Formado em Zootecnia, passou vários anos dividido entre a carreira de zootecnista e a vida artística, apresentando-se, entre os afazeres universitários, em bares, no campus da faculdade e outros espaços da cidade de Botucatu, São Paulo. Nesse período, teve seu elo com a música regional e caipira reforçado, ao entrar em contato com a cultura local de Botucatu, conhecida como um dos berços da música caipira paulista.
Dedicado à pesquisa e composição de músicas regionais, mais especificamente a caipira e descende de uma linhagem de músicos que já produziu nomes hoje reconhecidos como Renato Teixeira, Almir Sater, Paulo Simões, entre outros. No período em que frequentou a Faculdade de Zootecnia, em Botucatu, venceu, por dois anos seguidos, o Festival Universitário de Botucatu. Nessa cidade, conheceu a obra musical de importantes nomes da música sertaneja lá nascidos, como Angelino e Oliveira, Serrinha e Raul Torres, o que o fez partir para uma mesclagem entre a chamada MPB e a música sertaneja de raiz. Entre 1993 e 1999 apresentou-se em diversas cidades do interior de Minas Gerais e de São Paulo. Ainda em 1999, foi o segundo colocado no FestiValda e venceu um festival realizado durante o Congresso Latino-Americano de Odontologia, em São Paulo. Em 2000, decidiu dedicar-se apenas à arte, mas sem se afastar das referências rurais. Voltou a fixar residência em São Paulo e retomou os estudos de violão. Ingressou na Orquestra Paulistana de Viola Caipira em 2002, participando como vocalista do CD e DVD lançado pelo grupo naquele ano, gravado ao vivo no Teatro São Pedro, no mesmo ano. Gravou seu primeiro CD, independente, “Alma lavada”, produção independente, lançada pelo selo Carambola em 2003 e distribuído pela Tratore. O disco, que teve fartos comentários positivos de críticos especializados como Lauro Lisboa Garcia, crítico musical, em matéria publicada em 27/08/2005 no jornal O Estado de São Paulo e de nomes importantes do gênero raiz, como Ivan Vilela, Chico Lobo e Renato Teixeira, teve lançamento no Theatro São Pedro, na cidade de São Paulo. No repertório, interpreta cinco composições suas, além de “Olhos profundos”, de Renato Teixeira, “Caminhos do coração”, de Gonzaguinha e “Na subida do balão”, de Almir Sater e Paulo Simões, além de canções de Nilson Ribeiro, Zé Paulo Medeiros e Juca Novaes. O CD contou com a participação de Tinoco, Pena Branca, Pratinha na flauta e bandolim, Cézar do Acordeom, Oswaldinho Viana e Rui Torneze, na viola caipira e Maurício Takeda no violino, Alzira Espíndola, Cris Aflalo, Daniela Lasalvia, Kátya Teixeira, Lula Barbosa, Oswaldinho Viana, Tetê Espíndola, Victor Baptista e Zé Paulo Medeiros. além da participação especial de Renato Teixeira. Estão presentes ritmos regionais como toada, cururu, guarânia e rasta-pé, demonstrando a riqueza de influências que Cláudio Lacerda somou, em anos de trabalho e pesquisa, sobre a música de raiz. Essas influências vão de Renato e Almir aos mineiros do Clube da Esquina, Boca Livre e, indo mais longe, à música caipira de Tião Carreiro, João Pacífico, Tonico e Tinoco e muitos outros. “Alma lavada” presta homenagem aos maiores compositores da história do gênero. O CD antecipou e integrou um trabalho maior acalentado pelo músico, denominado “História da Música Caipira”, tendo por objetivo narrar, por meio de um documentário em vídeo e um livro-almanaque, os causos de um gênero que está no cerne da música popular e da própria cultura brasileira. Para o disco foram pesquisados de cada compositor uma canção de estirpe, privilegiando as menos conhecidas. Em 2004, classificou-se em primeiro lugar, do Prêmio Nacional de Excelência da Viola Caipira, na categoria de melhor intérprete”. O prêmio foi uma iniciativa da Revista Viola Caipira, de Belo Horizonte / MG. Neste mesmo ano, realizou uma série de quatro shows no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo, com as participações especiais de Paulo Simões, Alzira e Tetê Espíndola, Miriam Mirah e Zé Paulo Medeiros. Em 2005, participou do projeto Prata da Casa e do Amostra Prata da Casa, com os melhores do semestre, promovido pelo Sesc Pompéia em São Paulo. Ainda em 2005 estreou o show “Alma Caipira”, que presta homenagem aos grandes compositores do gênero, recebendo elogios do jornalista e crítico musical Lauro Lisboa Garcia, em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo. O “Alma Caipira” acabou dando origem a um projeto maior, que resultaria na pesquisa e edição de um livro-almanaque contando a história da música caipira e um DVD de entrevistas, com aqueles que a fizeram. Para esse projeto Cláudio conta com a parceria do escritor, pesquisador e jornalista Luís André do Prado, autor de “Cacilda Becker – Fúria Santa”. Em 2005, apresentou-se no programa “Viola, minha viola”, de Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo por ocasião das comemorações dos 25 anos do programa. Na ocasião, cantou a música “Bons amigos”. Apresentações realizadas em teatros:
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
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