Carolina Cardoso de Menezes
4 discos · 1954 a 1989
Biografia
Descendente do “clã” dos Cardoso de Menezes, família de grandes pianistas, que deixaram sua marca na história da MPB. Filha do pianista Osvaldo Cardoso de Menezes, começou a estudar piano aos 13 anos de idade com Zaíra Braga, aperfeiçoando-se posteriormente com Gabriel de Almeida e Paulino Chaves. Sua mãe D. Sinhá, também tocava piano. Chegou até a ter aulas com Chiquinha Gonzaga. Em 1930, formou-se pelo Instituto Nacional de Música, INM, em teoria e solfejo. Posteriormente, estudou harmonia com Newton Pádua, seu primo. No final da vida, apesar da idade avançada e de problemas de saúde, ainda recebia com prazer convites para recitais. Até sua morte, ocorrida no último dia do ano de 1999 (aos 84 anos), residiu de maneira modesta no bairro do Méier, Zona Norte carioca. Foi enterrada no cemitério São João Batista no primeiro dis do ano 2000, quando a cidade celebrava o final do reveillon.
Uma das instrumentistas que mais presente esteve no desenvolvimento do rádio e da indústria fonográfica brasileira, memória viva dessa época, acompanhou inúmeros cantores em programas radiofônicos e gravações em 78 rpm. Lançou também inúmeros discos solo, com composições de grandes artistas nacionais, além de suas próprias composições. Teve fundamental importância na transposição do choro para o piano. Intérprete por excelência de Ernesto Nazareth, interpretou também Zequinha de Abreu, Pixinguinha e outros autores brasileiros. Eclética, gravou gêneros estrangeiros também, chegando a compor foxes e até mesmo um “rock”, do qual foi precursora no Brasil, no final de década de 1950. Começou a trabalhar nas emissoras de rádio do Rio de Janeiro em 1930. No mesmo ano, participou da histórica gravação do samba “Na Pavuna”, de Almirante e Homero Dornelas, ocasião em que deu sugestões importantes, narradas por Sérgio Cabral em seu livro “No tempo de Almirante”: “Almirante, que além de ter criado a letra da segunda parte e as três batidas que se seguem ao coro de “Na Pavuna” (certamente o ‘gimmick’ da música), improvisou durante a gravação, chamando o ritmo com o grito “escola” e introduzindo um breque: “Olá seu Nicoláu, quer mingáu?”, ganhando, em troca, uma resposta bem-humorada de Carolina Cardoso de Menezes ao piano. Carolina, por sinal, começa tocando a introdução e não tira mais a mão do piano, até o final da gravação”. A primeira rádio em que trabalhou foi a Sociedade do Rio de Janeiro. Em seguida, passou pelas rádios Educadora, Philips e Mayrink Veiga.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Discografia
1976Equipe
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