Antônio Almeida

1 disco · 2001 a 2001

Biografia

Nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Desde jovem freqüentava gafieiras, ranchos e blocos, inclusive a Sociedade Carnavalesca Kananga do Japão, onde conheceu Sinhô.

Em 1932, começou a carreira artística como cantor no programa “Horas do outro mundo”, dirigido por Renato Murce, na Rádio Phillips do Rio de Janeiro. Foi parceiro entre outros, de Mário Lago, André Filho, Ciro de Souza, João de Barro e Alberto Ribeiro. Teve músicas gravadas por diversos intérpretes, entre os quais, Francisco Alves, Orlando Silva, Aracy de Almeida, Anjos do Inferno e Joel e Gaúcho. Em 1936 teve a marcha “Oh! Oh! Não!”, parceria com A Godinho, gravada por Luiz Barbosa. Essa marcha foi composta inicialmente como “jingles” para a Drogaria Sul-americana, e depois se transformou em marchinha carnavalesca de sucesso naquele ano. Foi aliás, um pioneiro na composições para o Rádio. No mesmo ano teve sucesso com o samba “Pelo amor que eu tenho a ela”, parceria com Ataulfo Alves, gravado por Francisco Alves. Em 1937, teve o samba “Não vou chorar” gravado pelos Irmãos Petra de Barros na Odeon. No ano seguinte, Jaime Vogeler registrou a marcha “Você faz tudo” e o samba “Bem feito”, este parceria com Léo Cardoso, a dupla Joel e Gaúcho o samba “Madalena foi-se embora”, parceria com Badu, e Almirante a marcha “Tô fraco, tô fraco”, todos pela Odeon e Aracy de Almeida o samba “Qual o que”, na Victor. Em 1939 novamente teve músicas gravadas pela dupla Joel e Gaúcho, a marcha “Maria Cachucha”, parceria com Saint Clair Sena, e o samba “Ninguém me obriga”, parceria com Francisco dos Santos. No mesmo ano, Aurora Miranda gravou a marcha “Entra Vasco” e o samba “Coração sonhador”, ambos parcerias com Alberto Ribeiro. No ano seguinte teve gravadas entre outras obras, o samba “Tenho amizade a você”, por Orlando Silva, a marcha “Menina de colégio”, parceria com Roberto Roberti, por Carlos Galhardo e a marcha rancho “Dos males, o menor”, parceria com Saint Clair Sena, por Gastão Formenti. Atuou no teatro de revista para o qual compôs números com o Maestro Jerônimo Cabral. Fez também composições para shows nos Cassinos da Urca no Rio de Janeiro e de Icaraí em Niterói. Em 1941 fez grande sucesso no carnaval com o samba “Helena!…Helena!…”, parceria com Constantino Silva, e gravado pelos Anjos do Inferno. Um fato curioso sobre esse samba, é que sua gravação, feita em novembro do ano anterior foi transmitida ao vivo dos estúdios da Columbia pelo então iniciante radialista César de Alencar, segundo o livro “A canção no tempo”. Este samba foi regravado no mesmo ano em arranjo para piano por Carolina Cardoso de Menezes. Também no mesmo ano de 1941 fizeram sucesso os sambas “Chô, chô…” e “Juraci”, parcerias com Ciro de Souza, o primeiro gravado pelos Anjos do Inferno e o segundo por Vassourinha. Em 1942, fez sucesso com o samba “E o juiz apitou”, parceria com Wilson Batista, e gravado por Vassourinha e que relata as desventuras de um torcedor do Flamengo. No ano seguinte, compôs com Pedro Caetano a marcha patriótica “Orgulho da minha terra”, gravada por Orlando Silva. No mesmo ano fez sucesso com outra parceria com Wilson Batista, o samba “Louco”, gravado por Orlando Silva. Ainda no mesmo período fez sucesso com o fox “Noite de lua”, gravado por Nelson Gonçalves na Victor. Em 1944, os Anjos do Inferno gravaram na Continental os sambas “Agora aguenta a mulher” e “Quem não gosta de doce de coco”, a marcha toada “Coração apaixonado” e a marcha “Antonico ficou rico”, esta, uma parceria com Roberto Robereti. No mesmo ano fez sua única parceria com o sanfoneiro Luiz Gonzaga, a valsa “Madrilena”, gravada pelo próprio Gonzaga na Victor. Em 1945 compôs com Dorival Caymmi o sucesso “Doralice”, gravado pelos Anjos do Inferno na Victor.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Discografia

Equipe

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